RUNABOUT 24 – Hoje, com jeito de ontem

novembro 12, 2009 at 10:36 PM (Nautica) ()

Casco de cedro, design anos 60. Esta lancha nem parece uma novidade. Mas acaba de ser lançada.runabout_foto03

Nos últimos anos, os designers da indústria automobilística têm porcurado inspiração nos automóveis que marcaram época no passado. Lembram-se do PT Cruiser, da Chrysler? Pois no mundo náutico não poderia ser diferente, principalmente no caso de lanchas pequenas, já que o saudosismo é grande entre quem já teve uma, antigamente.

Foi pensando nisso que o arquiteto argentino Ricardo Rinaldi aderiu ao estilo retrô ao desenhar a Runabout 24, uma quase réplica das lanchas de madeira dos anos 60.

Moda antiga
A onda retrô está chegando aos barcos. E a nova Runabout 24 é a melhor prova disso. Difícil não gostar.

runabout_foto08Sua proa é fechada, seu pára-brisa imenso e a popa, estreita, como era comum na época. Para completar o estilo nostálgico, o casco é de cedro e laminado pela Kalmar, o melhor estaleiro brasileiro especializado em barcos de madeira. É um processo caro (as lâminas de madeira são sobrepostas e coladas com resina epóxi), mas gera um produto resistente e leve. Depois, o costado é pintado de azul marinho e o convés, todo envernizado – para deixar de queixo caído os saudosistas.

O casco é de madeira, mas feito com um processo moderno, que cola as lâminas sobrepostas com resina. Fica leve, resistente e muito bonito.

runabout_foto06Por dentro, o arranjo é simples, mas funcional. Na popa, há uma plataforma com um pé de comprimento, sobre o motor, um solário para tomar sol e, à frente dele, no cockpit, um sofá para quatro pessoas, além de um móvel com pia e armário.

Como a lancha não chega aos oito metros de comprimento, sua cabine é pequena e com pé-direito baixo, de apenas 1,15 metro. Lá, há duas camas de solteiro e um vaso sanitário entre elas, o que impede totalmente a privacidade. Para dormir não é muito confortável porque, além de apertadinho, ainda faltam gaiútas e vigias para dar uma arejada. Mas o charme desta lancha não está mesmo dentro da cabine, que é pequena, e sim no visual do casco, que é marcante. Não há quem não pare para vê-la!

runabout_foto09Classe
A Runabout leva até seis para uma volta ao passado de estilo e graça dos anos 60.

Também para navegar, a proa levanta um bocado, principalmente nas arrancadas, o que, porém, pode ser resolvido com um par de flapes. Mas, em compensação, amortece bem as ondas e chega a quase 34 nós, com um motor diesel, seis cilindros, Volvo AD-41 DP-E, de centro-rabeta, com 200 hp e hélices contra-rotantes. Para chegar aos 20 nós, por exemplo, gasta apenas 9,2 segundos, mesma marca de uma lancha de passeio moderna. Só que com muito mais charme.

nautica212_01

Link Permanente Deixe um comentário

LOBSTER 35 – Um barco diferente e inteligente

novembro 12, 2009 at 10:35 PM (Nautica) ()

O Lobster Yacht 35 foi inspirado nos barcos pesqueiros americanos, mas é charmoso, econômico, bom de mar e uma novidade no Brasil!
Para pegar lagosta (“lobster”, em inglês), os pescadores americanos, criaram, antes da Segunda Guerra Mundial, o “lobster boat”, um barco econômico, rápido e com bastante espaço no cockpit para levar as armadilhas. Anos mais tarde, ele passou a ser usado também para lazer. O Lobster Yacht 35, fabricado pela Kalmar em Santa Catarina, é um legítimo representante desta estirpe. Elegante e feito com Lâminas de madeira coladas com resina epóxi – um dos melhores processos de fabricação, por aliar resistência, leveza e durabilidade – ele é bom para qualquer parte da costa brasileira. E com apenas um motor diesel (Retipar 366), de 280 cv, chega a fazer 22,7 nós. Em velocidade de cruzeiro, de 16,1 nós, sua autonomia é de 413 milhas. Ou seja, quase dá para ir e voltar de Santos ao Rio sem reabastecer!
lobster_foto02

Passeio e Pesca
Feito para passeios costeiros, o Lobster Yacht 35 esconde um espírito de pescador: tem espaço, navega bem em mar com ondas e é econômico, pois leva só um motor (de 200 a 280 cv).

Ele é assim…lobster_foto04
O Lobster Yacht 35 tem portinhola para embarque, caixas para peixes e um baú para tralhas na popa, além de braçolas laterais para evitar respingos no cockpit, que é de madeira teca. A água que entra é drenada para fora, pela gravidade. No piso há uma tampa para inspeção do leme. Já o salão, com sofá e cortinas, abriga também a cozinha e posto de comando. A mesa de centro é a tampa do motor. A iluminação natural é ótima, mas a ventilação vem apenas de duas gaiútas no teto. No convés inferior há um bom banheiro, duas camas de solteiro e um sofá que se converte em mais duas camas. A ventilação é feita por quatro vigias e uma gaiúta – também insuficientes, por sinal.

lobster_foto06Comando no salão
Nem mesmo o posto de comando, que fica na cabine e tem um belo painel de madeira, se parece com o de um barco de lazer comum.

Como ele navega
O mar estava agitado no dia do teste. As ondas e o vento dificultavam a navegação e mesmo lanchas médias tinham de reduzir a velocidade. Com o motor Retipar 366, o Lobster Yacht 35 tem velocidade de cruzeiro entre 16 e 18 nós. Cortamos as ondas de proa a 18 nós, sem batidas no casco. Com as vagas de través, sentimos apenas um leve balanço lateral. Finalizamos a prova em mar aberto, recebendo as ondas por uma das alhetas, condição crítica para muitos barcos que, descendo as ondas, ganham velocidade, mergulham a proa na onda da frente e acabam ao lado para a onda de trás, sob risco de virar. Pois nosso barco manteve a estabilidade e o controle. A manobrabilidade do Lobster Yacht 35 é boa e o raio de giro é pequeno para ambos os bordos: basta se acostumar para encaixá-lo na vaga na marina.

Jeito de mar
O salão agrega o posto de comando, a cozinha e a sala, onde a mesa de centro é a tampa do motor. O cockpit é espaçoso, ao gosto dos pescadores, que têm lugar para guardar as varas até no teto do salão, além de um grande baú para tralhas. No convés inferior ficam as acomodações para pernoite de quatro pessoas e o banheiro.

lobster_foto01

Motor? Só umO Lobster Yacht 35 pode ter um motor diesel de 200 a 280cv, mas a potência ideal é mesmo 280cv. Como seu casco não é planante, seria desperdício um motor mais forte. O do barco testado era um de 280cv, de 6 litros, com bloco básico Mercedes-Benz (preparado pela paranaense Retipar), acoplado a um reverso ZF 220, com relação de transmissão de 1,5:1 e hélice Hoffmann de quatro pás de nibral, de 540 x 470 milímetros. Não decepcionou.

Clássica
A madeira ressalta as linhas clássicas e elegantes deste barco feito para passear.

Com quem ele concorre
O Lobster é um tipo novo no Brasil. O modelo mais próximo a ele é o Mergulhão 38, feito sob encomenda pela paulista Alumsystem, em Guarujá.

Dica de quem testou
Se for comprar, coloque mais gaiútas na cabine e janelas de correr para ventilar o salão e o posto de comando.

A nossa conclusão
Além de ser muito bem acabado e com o charme da madeira, O Lobster Yacht 35 é leve e resistente. Pode navegar em regime de semideslocamento com motor de potência relativamente baixa, o que se traduz em economia na hora de comprar o motor e de encher o tanque. Como o barco que testamos é o primero de uma série, os pontos negativos devem ser eliminados nas próximas unidades. Como o alto ruído da motorização, a falta de cunhos à meia-nau, a ausência de válvulas de fechamento de combustível nos indicadores de nível dos tanques e a inexistência de portinhola ou desnível que impeça a água de passar do cockpit à cabine – algo importante no mar grosso. Mas o principal o Lobster Yacht 35 já tem: um casco eficiente no consumo de combustível, bom de mar e feito por um dos melhores estaleiros especializados em barcos de madeira laminada no Brasil.

nautica201_01

Link Permanente 3 Comentários

Kalmar K8 – Um novo clássico

novembro 12, 2009 at 10:34 PM (Nautica) ()

De antigo, no novo K8 tem apenas o estilo elegante dos pequenos veleiros do passado.
Ao longo de seus 23 anos, o estaleiro catarinense Kalmar, de Itajaí, ganhou o respeito do mercado pelo capricho com que constrói seus barcos, especialmente em madeira. E um belo exemplo disso é este barco, o novo K8, um veleiro de oito metros de comprimento, ou 26 pés, criado há cerca de três anos sob encomenda para um cliente, que buscava um barco clássico parecido com o famoso 26 pés Victura, que John F. Kennedy ganhou dos pais na sua adolescência e usou, inclusive, para ensinar a esposa, Jacqueline, a velejar. Portanto, um modelo histórico.06

Porém, o barco encomendado à Kalmar deveria ser mais veloz que o original, uma exigência que implicou na construção e linhas mais modernas que as do velho Victura. O projeto foi, então, passado ao estúdio Carabelli, especialista em cascos de competição. E quando ficou pronto, há dois anos, o barco – também conhecido como Clássico 8 Metros – agradou tanto que outros clientes também se interessaram em ter um igual. Hoje, já há cinco K8 na água e eu tive o privilégio de velejar no mais novo da série, o Helena. Veja como foi.

Desfilando charme
O K8 tem casco de desenho elegante, com proa lançada, linhas suaves e curvas longas.

Ele é assim…
03A primeira coisa que chamou minha atenção neste barco de linhas suaves e com proa lançada, tal qual um barco de época, foi a qualidade da sua construção. O casco é de madeira laminada, revestida co

m tecido de fibra de vidro impregnada com resina epóxi, que impermeabiliza e aumenta a resistência contra pancadas, além de proporcionar uma superfície bem lisa. O costado é de cedro, enquanto a sustenção da quilha e os cavernames são de louro-vermelho, uma madeira não tão leve, porém bem resistente. Já o convés é de teca frisada, o que dá ainda mais charme a este barco de estética impecável.
08

Capricho artesanal
O convés do K8 é em teca frisada, detalhe que faz toda a diferença num barco com visual de época.

Visto de lado, ele lembra os antigos e elegantes veleiros das classes soling olímpico e dragão, porém, com quilha de desenho moderno, de espessura bem fina, sem bulbo. O leme é igualmente fino, além de estreito, o que quer dizer leve de timonear, e isto é uma vantagem. Mas, em andamento muito lento, ou seja, sem vento e com o barco quase parado, o leme estreito não funciona, caso seja necessário fazer algumas manobras – nesta situação, um leme mais largo atua como um remo e até movimenta o barco.
10

Conforto no comando
O leme do K8 é bem leve o banco do timoneiro é bastante confortável, com encosto na braçola e boa visão da proa.

A bordo, o timoneiro é privilegiado, pois tem um banco bem confortável só para ele, com total visão da proa, um bom apoio na braçola, e liberdade para alcançar a catraca da genoa e o motor, que fica no centro do barco. Já o assento da tripulação fica bem na frente do timoneiro e isto impede a passagem dele, caso precise deixar o leme por alguns instantes. Este, porém, é um detalhe que pode ser melhor adaptado. Já o cockpit, em forma de U, permite boa mobilidade na passagem de um bordo para o outro, além de ser bem aproveitado, com dois paióis que podem guardar uma caixa térmica portátil. O motor diesel de centro (que é opcional) é muito simples de usar. As manetes da marcha e do acelerador ficam perto dele, numa caixa com proteção de ruído.

Como ele veleja
No K8, a vela de proa é uma buja de enrolar no próprio estai e a mestra fica dobrada sobre a retranca. Por isso, para partir, basta subir a vela grande e desenrolar a buja. Tudo muito fácil – num barco destes, ninguém nem vai lembrar da existência do motor. Assim, logo eu estava velejando e percebendo a leveza do leme nas manobras. Muito bom! Durante o teste, o vento vinha do sul, com 12 nós, e o mar estava praticamente liso. Navegando em contravento, com a proa a 45 graus em relaçao ao vento, O GPS resgistrou entre 5,1 e 5,5 nós, o que é uma boa velocidade para um barco deste tipo, já que todos estavam acomodados nos assentos e não na borda, fazendo contrapeso para endireitar o veleiro e assim, melhorar o seu desempenho.
01
Dica de quem testou
Não abra mão nem do enrolador da buja nem do burro telescópico, para a retranca não cair, caso a adriça da mestra se solte.

Quando arribei e o Helena passou a receber o vento pelo través (a 90 graus em relação à proa), a velocidade saltou para 6,5 nós e isto sem a vela balão. Fui movendo a proa até 180 graus em relação ao vento e, aí sim, na empopada, colocamos a vela balão, que levou o barco a 6,9 nós. Sem tirá-la, orcei, ou seja, levei a proa para o través forçado. Foi neste instante que o K8 atingiu sua melhor velocidade: 7,4 nós, marca que poderia ser ainda maior se houvesse ondas surfáveis durante a avaliação. Todas as manobras com as velas foram feitas sem grande esforço nem complicações, mas com uma ressalva: como este barco não tem guarda-mancebo na proa, o enrolador da buja deveria ser um equipamento padrão, já que, em determinadas condições, a locomoção para manusear a buja pode ser um pouco arriscada.

Ao final do teste, verifiquei o comportamento do veleiro com o motor, que no Helena era um Yanmar de dois cilindros e 14 hp. O painel fica sob a borda do barco, porém o timoneiro pode alcançá-lo sem qualquer dificuldade. Para acelerar ou engrenar as marchas, é preciso levantar uma pequena janela e alcançar os controles dentro da caixa que protege o motor, um procedimento que não chega a ser complicado, mas pode tornar-se difícil numa emergência. Acelerando até 2.500 rpm, o GPS registrou 5,5 nós, uma boa velocidade para um casco do porte do K8. Mas senti um pouco de vibração, talvez por causa de algum problema no hélice, pois o sistema com rabeta não costuma incomodar. No entanto, nada que não se possa corrigir.

A nossa conclusão
Se o que você quiser for apenas velejar com prazer e sem nenhuma pretensão de cruzeirar – porque, afinal, trata-se de um veleiro pequeno, aberto e sem cabine – o K8 não vai decepcionar. Ele é agradável de navegar e, também, seco e seguro, por ter compartimentos estanques tanto na proa quanto na popa, A leveza do seu leme e facilidade nas manobras permitem que seja conduzido facilmente por apenas uma pessoa. Mais: trata-se de um barco de construção e acabamento primorosos, onde, de antigo, há apenas o estilo da época, já que quilha, leme e mastreação (esta em alumínio) são bem modernos, justamente para, junto com uma boa área vélica, fazer dele um barco veloz, como desejava aquele primeiro cliente.

Link Permanente Deixe um comentário

Estaleiro Kalmar, história de sucesso

novembro 12, 2009 at 10:32 PM (Nautica) ()

runabout_foto06Especializado em técnicas contemporâneas que utilizam a madeira e resinas especiais como material de construção composto atendendo ao mercado de alta qualidade, o Estaleiro Kalmar valoriza os projetos de escritórios nacionais e internacionais, estendendo sua vocação para atender o mercado seleto dos projetos ‘customizados’.  Produtos singulares, personalizados e de alta qualidade, tem sido a sua tônica. O Kalmar não só atua no segmento de construção de veleiros, mas também em restaurações , reformas e construções de outros tipos de barcos, como trawlers e lanchas, tendo como característica marcante a marcenaria interna de alta qualidade. Portanto, já se sabe que não é um barco de série, o que implica em entrar na lista de espera para obter um.

01

Ao contrario do que se ouve a navegação segue o caminho contrario ao crescimento econômico mundial. Sob todos os aspectos, a difusão da modalidade náutica, gera custos batantes altos, o que reforça-nos a pensar que o mercado de embarcações está frio, entretanto não é bem o que acontece. Em momentos de dificuldade, quem é rico, fica cada dia mais rico e o mercado náutico cada vez mais aquecido.

No caso do Kalmar a situação é diferente, pois a exclusividade e a perfeição do trabalho sustentam a idéia que o sonho não tem limites e nem preço.

07O estaleiro Kalmar que hoje opera sob o comando de Lorena Kreuger neta de Erik e filha de Lars Kreuger ambos fundadores do estaleiro, tem como foco de atividade: Atender ao mercado, construir qualquer tipo de barco através de projetos de yacht designers associados ou indicados por clientes, atender ao mercado de refit de barcos de até 170 pés e o trabalho especializado em madeira para execução de interiores, mobiliários e decks para iates exclusivos.

Hoje aos 24 anos, Lorena se mostra uma empresaria já estabelecida e debellamore_foto01muita certeza nas ações tomadas. Dentro da empresa, Lorena é tida como amiga de todos, entretanto nos momentos que precisa mostrar habilidade profissional, se revela bastante madura e segura de suas decisões. Pela paixão aflorada por velejar, Lorena viu no projeto dos veleiros o que poderia ser considerado o carro chefe da produção do estaleiro; então postou sua empresa de forma direta inclinada a comercialização de veleiros como prioridade.

Dentre os exclusivos projetos que o Kalmar executa são destaques de aceitação, o veleiro K8, um veleiro de oito metros, que possui excelente estalibidade e navegação. Trata-se de um projeto do design Carabelli, um dos mais bem conceituados profissionais do mercado náutico.

O Lobster, um trawler de 35 pés é certamente a navegação mais suave e independente do estaleiro. Dono de conforto extremo e um toque de canadense_foto03requinte, o Lobster não é um simples barco, mas uma residência embarcada, que oferece a tripulação toda comodidade e aconchego de uma casa.

Outro projeto Kalmar é a Runabout 24, uma embarcação para os amantes da velocidade. Com potencia máxima de 33 nós, a Runaboat 24, é uma lancha desenhada baseada em traços dos anos 60 e remete quem pilota a cenas nostálgicas e muitas vezes lembrar-se de filmes como 007, filme com o agente secreto britânico James Bond, vivido pelo ator Sean Connery em 1962.

Entretanto, a menina dos olhos dos Kreuger, é uma canoa; mas nãocanoa_foto01simplesmente uma canoa. Canoa Kalmar Canadense. Projeto e obra desenvolvidos pelo estaleiro, é fabricada com muito carinho e prazer pelos artistas que literalmente colocam a mão na massa. Tendo como principal matéria prima uma madeira genuinamente brasileira, a Teca, a Canoa Canadense pesa cerca de 20 kg e é bem visível o capricho empenhado nas obras Kalmar.

lobster_foto02

Link Permanente Deixe um comentário

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.