Um toque de arte
Detalhes sempre fazem a diferença, especialmente quando menos é mais, como ocorre na decoração de barcos. Por isso, almofadas com padrões e cores alegres sempre ganham sutil destaque nas áreas sociais internas. Ainda mais se feitas de tecidos exclusivos, encontrados unicamente no seu barco.
Por exemplo, para o media room localizado no deck inferior do exemplar de casco amarelo da Intermarine 68S exibido no último São Paulo Boat Show, Karol de Paula, decoradora da SP Marine, planejou almofadas com listas em amarelo e fendi sobre fundo branco fazendo jogo com uma peça em amarelo e com delicadas nervuras no centro, para dar um tom colorido ao ambiente acolhedor.
Karol de Paula, decoradora da Intermarine.
Não encontrou o que imaginou, e optou por uma solução exclusiva em algodão com Marco Mariutti, o designer top de São Paulo em se tratando de tecidos pintados a mão.
“A Karol criou o design do tecido junto com a gente. Partimos de um desenho de listas e fomos distribuindo traços mais e menos finos. As cores que ela escolheu, só ela tem”, conta o designer.
A maior vantagem em usar tecidos pintados manualmente é possuir criações não só exclusivas, mas personalizadas, muitas vezes idealizadas pelo próprio cliente.
“O tecido pintado a mão tem a característica de passar mais sensação de vida, qualquer que seja o desenho, porque você vê a pincelada no tecido, percebe que é algo feito manualmente. As pessoas sentem isso. É como se o tecido ganhasse alma”, descreve Marco Mariutti.



Pioneiro da artware, criando camisetas pintadas e depois roupas, em parceria com um amigo, desde 1982, o designer, apaixonado por arte e desenhista desde a infância, embora engenheiro, iniciou uma nova etapa em sua carreira dez anos depois.
Partiu para a criação de tecidos para decoração exclusivamente pintados a mão e nesses 17 anos que se passaram tornou-se um expert nessa arte.
Você pode ver um dos trabalhos dele nos estofados e nos caminhos de mesa do Floriano, restaurante do chic point gastronômico do Itaim Bibi, em São Paulo, em breve no novo layout do Insalata, nos Jardins, e certamente já se deparou com seus tecidos em matérias de revistas finas de decoração ou ainda em acessórios e brindes da designer Fernanda Vidigal utilizando os tecidos que ele cria.
Embora ame a pintura de tecidos, Marco Mariutti reserva espaço para pintura sobre tela e desenho sobre papel, suas grandes paixões. Em agosto próximo, uma nova exposição com essas obras estará na Mônica Filgueiras Galeria de Arte, em São Paulo.
Em seu ateliê, na Vila Madalena, pólo de cultura, arte e música da capital paulista, Marco Mariutti recebe clientes em busca de suas criações em tecidos. Pode ser em algodão, da lona à popeline, em linho, em camurça ou em veludo. Só não pode ser em tecidos sintéticos.
Marco Mariutti Tecidos Pintados
www.marcomariutti.com.br
Algodão a bordo
Uma colorida novidade em revestimento de estofados sinaliza o avanço dos fornecedores do mercado náutico, com a nova linha Solarium, de tecidos 100% algodão, para áreas externas de barcos, da JRJ Tecidos, de São Paulo.
Fruto de dois anos de pesquisa e desenvolvimento da indústria brasileira, esse novo tecido é resistente à luz solar, impermeabilizado, anti-mofo e bactericida. Portanto, perfeito para espaços como flybridges, praças de popa e até para os sofás do salão e das suítes, tamanha sua maciez ao toque.
“Nós investimos no desenvolvimento dessa linha porque percebemos que os revestimentos de estofados do mercado eram todos com base em acrílico. Achamos que em um país quente como o nosso haveria demanda para um tecido totalmente com base em algodão”, conta Mariana Gabriel, diretora da JRJ Tecidos.
Muito prático, ele requer apenas que na confecção de peças sejam usadas linhas de algodão – sintéticas, jamais! – em costuras duplas e rebatidas, e pede a manutenção de qualquer outro tecido. Basta limpar com pano úmido após a utilização e sempre depois de chuvas. Com detergente neutro, só se caírem alimentos e bebidas sobre o tecido.
Aproveitando a inspiração tropical, a linha Solarium traz também novas opções de cores. “É uma variedade incrível de tonalidades”, aprova Karol de Paula, decorada da SP Marine, uma das representantes exclusivas da Intermarine.
A coleção tem quatro padrões de estampa – três florais em azul marinho e cru e uma com listas nas mesmas tonalidades – mais 11 cores lisas: cru, areia, castanho, musgo, azul Noronha, marinho, navy blue, uva, verde Caribe, amarelo e preto.
Com vida útil entre três e cinco anos, se seguidas as instruções de manutenção, os tecidos Solarium também são próprios uso em jardins, piscinas, varandas e ambientes internos, como salas e quartos muito ensolarados.
“Esse algodão é mais fino que o ultraleather que usamos tradicionalmente, é mais fácil de costurar, e muita gente gosta do toque de um tecido natural nos estofados”, comenta Karol, que vê na rapidez da entrega outra vantagem dessa criação brasileira que em breve estará no mar a bordo de uma nova Intermarine 680 Full, aplicada na capota da embarcação.
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Aula 8 Tecidos e Tapetes
Aula 8 – Tecidos e Tapetes, por Neza César
Lição 1 – Tecidos em boa parceria
Combinar estampas deixou de ser ousadia. A casa moderna pede dinamismo e a mistura de tecidos se encaixa como uma luva nessa nova postura. Um bom exemplo é a safra mais recente dos veludos ingleses e franceses, cuja pioneira a revelá-la na decoração foi a marca londrina Designers Guild. Os cortes têm a textura do veludo apenas nos desenhos em relevo, que podem ser os mais variados, como floral, listrado, com arabescos ou medalhões. Trabalhar o ambiente com sua gama de cores fica chique. Como se trata de tecidos nobres e caros, a fórmula é misturá-los com opções mais simples. Tais veludos podem ser usados com parcimônia num pufe, nas almofadas ou numa cadeira estilosa e deixar para o sofá um pano mais liso, numa cor básica e de preço inferior. As sedas e toda a gama de tecidos de algodão também são ótimos para criar parcerias. Ricos em estampas, esses tecidos proporcionam combinações bacanas. É possível, por exemplo, escolher um floral e misturar sua variada cartela de cores – uma para as cadeiras, outra para as poltronas e uma terceira para o sofá. Coordenar floral com tweed é mais uma alternativa válida. A moda também empresta estampas primorosas para a casa. Entre elas estão os desenhos clássicos de ícones dos anos 1970, como Chanel e Courréges. São toques que enobrecem qualquer projeto. Nessa mesma linha, acabam de ser lançados os tecidos batizados de alta costura da decoração. São peças bordadas à ouro e com pedras preciosas e semi-preciosas, que beiram obras de arte. Ficam deslumbrantes formando quadros na parede ou forrando almofadas. Por outro lado, existem os charmosos tecidos brejeiros, com suas padronagens de flor, poás, listas e xadrezes. São os chamados caipiras brasileiros, protagonizados pela alegre chita. Misturá-los num ambiente pode render atmosfera acolhedora. E, se quiser algo mais arrojado, que tal colocar um deles ao lado de um brocado bordado à ouro? Pode acreditar, dá certo. O importante ao casar estampas é pinçar uma cor e repeti-la em todos os tecidos. Isso garante harmonia visual.
Os tecidos funcionam ainda como uma excelente ponte entre o passado e o presente. Fica charmoso revestir móveis modernos com antigas padronagens francesas, inglesas ou orientais. O mesmo acontece quando se usa um revestimento atual numa peça antiga. Isto porque, não existe moda para tecidos. Aqui, vale o estilo de cada um. Portanto, não se prenda a padrões e muito menos tenha receio em investir no que acha bonito. Se quiser usar veludo ou seda nos estofados e almofadas da varanda, vá em frente, mesmo que saiba que com o tempo eles irão desgastar. Afinal, tudo na vida tem prazo de validade. Também não se desfaça de nada que lhe agrade. Aquela almofada velhinha e querida pode render uma composição divertida ao lado das mais novas. Bem como o sofá confortável pode migrar para outro ambiente, ganhar almofadas atuais e se tornar destaque outra vez. Na dúvida, procure um profissional. Ele mostrará como dar nova história às boas peças que você possui e orientará sobre como compô-las com os tecidos de hoje. É importante salientar, que nada é tão eficiente para mudar com rapidez o visual da decoração, quanto simplesmente trocar o revestimento do sofá. E não é preciso investir muito. Pode-se usar um tecido básico e incrementar com almofadas bonitas. Compor o conjunto forrando o pufe ou a poltrona com uma estampa que repita o tom do sofá ajuda ainda mais a marcar a mudança. Seguindo o raciocínio do reaproveitamento, vale lembrar o sucesso do patchwork. É possível criar lindas estampas reunindo as sobras guardadas dos tecidos usados na decoração, bem como de nossas roupas, ou ainda comprar os retalhos em lojas. Atualmente, muitas ONGs se especializaram na arte. E só levar os recortes e encomendar colchas, almofadas, edredons e peças inteiras para revestir os estofados. O patchwork tem passe livre tanto em ambientes descontraídos, quanto nos luxuosos. Dica chique: reúna retalhos de diferentes tamanhos de sedas puras, tecidos bordados e sáris indianos. Outra maneira de personalizar a decoração é apostar nas estampas digitais. Sem gastar muito, você consegue idealizar qualquer desenho nas mais diferentes cores e depois transferi-los para qualquer tipo de tecido.
Apesar de não haver regras, algumas texturas se portam melhor em determinados usos. Para sofá, o veludo é uma das mais gostosas opções. Macio, ele aumenta sua sedução quando usado em cores fortes, como beaujolais (tom do vinho francês), azul-marinho, caramelo, vermelho, turquesa e verde. A seda dublada também é excelente. Dessa forma, o tecido tem um forro que lhe dá firmeza na forração de estofados. Sem essa proteção, a seda esgarça. Em salas de uso intenso, a dica vai para a sarja peletizada. Farta na cartela de cores, é delicada na aparência, mas aguenta bem às exigências do dia-a-dia. Tecidos grossos, como jacquard e gobelim, são indicados para poltronas, bancos e almofadas grandes. Áreas que recebam muito sol, como terraço, podem contar com as duráveis e ecológicas lonas de caminhão. O produto atualmente recebe tratamento para deixá-lo com toque agradável e se apresenta em várias nuances, dos beges aos cinzas, até os bem coloridos. O couro ecológico – tecido que reproduz com fidelidade a pele animal – resiste bem ao relento. Muito usado em barcos, é também ideal para as espreguiçadeiras da piscina e do jardim. Fácil de manter – basta pano úmido -, tem ainda a vantagem de oferecer várias tramas, cores e visual, alguns até com aparência envelhecida. Em cortinas fluídas, linho lavado, viscosi e seda têm o melhor caimento. Capriche no comprimento: o bonito é deixá-las arrastando pelo menos 10 cm no piso. Para garantir a elegância, costure chumbinhos dentro da barra. Já no forro solto, opte pelo voal ou pela seda fina. Leves, eles proporcionam nuance agradável à cortina e não vedam totalmente a luz natural.
Lição 2 – O toque mágico dos tapetes
A primeira lição é: nunca se desfaça dos bons tapetes que você possui. Saiba que um persa ou um turco antigos convivem muito bem ao lado de produtos contemporâneos, como os de náilon feitos sob encomenda com espessuras diferentes. Procure ainda conservar os tapetes que lhe tragam boas lembranças e aqueles que você comprou com todo carinho numa viagem. Além de essas peças fazerem parte de sua história, trata-se de uma atitude engajada nos princípios da sustentabilidade. Para combinar com seus tapetes antigos, você pode apostar ainda nos atuais nepaleses, tibetanos e indianos. Consideradas curingas na decoração, essas belas criações geralmente se apresentam em tonalidades e estampas fáceis de se incorporar ao ambiente. Seus listrados, ora em ton sur ton, ora mesclando fios de tecidos diferentes, conferem visual agradável ao piso. Eles também fazem um bom casamento com os modelos supermodernos. Na Casa Cor deste ano, a suíte em homenagem à apresentadora Ana Hickmann mostrava um lindo exemplar nepalês em tom celadon, com desenhos de flor de lótus em dourado-palha, que, com suas delicadas nuances, harmonizava-se com a proposta contemporânea do projeto. Outro tapete que aceita qualquer companhia e faz bonito tanto em decorações neutras, como em coloridas, é o atraente hemp. Com textura semelhante ao linho, suas tonalidades tendem para o dourado seco, que lembra o brilho da seda, e para os tons de fendi e das areias do deserto.
Hoje, o dourado é uma tendência forte, mas a cor se apresenta com discrição, misturada na trama do tapete, como se insinuasse um toque de preciosidade. Fica sofisticado, por exemplo, misturar fios bordô e dourado, o resultado remete ao elegante tweed. Ainda na ordem do dia estão os listrados e suas inúmeras variações: bicolores, tricolores, multicolores e com linhas não tão retas, como se tivessem sido traçadas por um artista. Colocá-los junto de uma cadeira especial ou de um pufe revestidos de veludo clássico, rende mistura bacana, perfeita para dar estilo e personalidade à decoração. O pulo do gato aqui é escolher uma cor para o estofado que também pertença ao listrado. Os clássicos ambusson franceses estão ganhando uma nova versão. Produzidos na Turquia, os tapetes continuam com suas padronagens de flor e arabescos, porém não mais em tons pastel. Os atuais vêm em cores fortes, como bordô, verde e preto lavado. Experimente usá-los ao lado dos listrados de ton sur ton ou com tramas de fios diferentes. A composição é bem interessante. As estampas digitais também chegaram com tudo. Agora é possível encomendar desenhos a artistas plásticos e depois passar o trabalho para o tapete. Ou então buscar padronagens emblemáticas do mundo fashion, como as das marcas Pucci e Gucci e reproduzi-las na íntegra ou de forma estilizada. Uma saída pouco dispendiosa para se obter uma peça assinada, com status de obra de arte. Para os mais alternativos e sob medida para casas de praia, há os tapetes de palha tramada com fios de PVC colorido.
1º Salão de tapetes e carpetes do Brasil
A Abric – Associação Brasileira das Industrias de Tapetes e Carpetes – reúne as maiores empresas do segmento no centro de exposições imigrantes de São Paulo, no maior eventos do setor na américa latina, o primeiro salão de tapetes e carpetes.
De 2 a 4 de setembro das 10h as 19h